Dias frios chegaram. A Lua brilha como se numa eterna luz a banhasse.
O sentimento de ausência enche o meu ser, nesta noite de luar, fria e apesar de tudo, escura.
Dor de falta, de saber, de pensar, dias inteiros a terminar, neste mundo de vidro prestes a quebrar. Solidão num mundo repleto de pessoas, de amigos e pessoas especiais... Olho para lá do que pode ser sentido e imaginado, pensando que num tempo passado e não esquecido, momentos felizes esses, de sorrisos e gargalhadas, de olhares e mãos dadas, de passeios e dias intermináveis, de quando a alegria era rainha.
Desconsolo-me neste ritmo de piano ouvido, nostalgicamente perdido, numa sombra escondido, pensando e fugindo, triste e esquecido...
Na memória mergulho, pensando e relembrando, como vou ficando que apesar de forte, a fraqueza predomina, o que faz quebrar até o mais forte, que na solidão, de um vulto não é mais.
Um desejo fica na mente, que gostava realmente, a tristeza terminasse, a solidão cessasse e felicidade sentisse, e uma vez mais a felicidade e alegria encontrasse, perdido uma vez mais escondido da lua, escondido da luz, escondido de ti e esquecido, como que perdido no tempo, de recordações não passassem, e da sombra não saissem, pois da sombra não saí, pois para ti, nada mais sou.