segunda-feira, 31 de maio de 2010

Capítulo Fechado

Dias de sol brilhante irradiam o meu ser,
Vendo a felicidade pairar no ar,
Nestes doces dias,
Cheios de passarinhos a chilrear,
E crianças a brincar...

Vendo o tempo a passar,
E depressa passou,
Mudanças na vida estão a acontecer,
Coisas que mudam, mas sem sofrer.

O afastamento precoce para o longínquo,
Quando dantes um pouco mais perto,
Mas não tanto quanto esperado,
Onde decisões abruptas e importantes foram feitas,
E mais que isso sei, pois parvo não sou nem serei,
Através do significado de acções e outras coisas mais.

Sabendo que estava ocultado sobre uma sombra de outrem,
Mais que isso para outros não fui, não sou, nem serei,
Por isso o afastamento tomarei
Evitando situações ridículas de quem
Decisões próprias tomara,
Por isso, a existência sentimental jamais deverá ter existido,
Sabendo que determinados desejos não eram compatíveis.

Talvez já soubera o desfecho de tal,
Provavelmente não me aproximei mais
Como uma defesa que já construíra,
Reparando nas acções e decisões tomadas sobre a vida,
Sem opinião ou oposição possível ter.

Por isso, decisões tomadas sem opiniões de outrem
São decisões a ignorar e mostram a verdadeira natureza
De algo antes escondido,
E através de actos e acções escondidos,
Em fronteiras imaginárias e linguísticas,
Onde apenas os olhos não vêm,
Mas o coração sente.

E assim, terminado mais este capítulo,
Um novo surgirá,
E agora relembrando o passado,
Denoto que este capítulo não deveria ter sido escrito,
Pois para a escrita de um capítulo passado nas sombras
Onde apenas encontrava a luz em termos específicos,
De gente que não sabia a verdade,
Ocultada através do sigilo.

Quebrado o sigilo,
Está na hora da verdade,
Onde de parvo passei,
Mas um novo capítulo escrevi,
Pois aprende-se com os erros
E novas situações vividas,
As quais não se repetirão,
Pois ou se é único
Ou não vale a pena o ser.

Sem comentários: